De volta da escola ela resolveu parar antes na casa de seu amigo preferido:Daniel.
- Daaaaaaaaaaaan ? você tá aíiiiiiiiiiiiiiiii?-berrou ela.
Em tom mais alto, como se estivesse do outro lado do mundo,ele responde:
-Não tem ninguémmmmmmmmmmm!
-Ah Dan, para de ser chato. Só porque eu não te passei a cola da prova de matemática você vai ficar com raiva de mim.
Ele saiu de casa ainda fardado, só que com os pés descalços e bastantes sujos.Tinha a mania costumeira de voltar descalço e correndo do colégio. Como era órfão de mãe sintia-se livre para fazer tais travessuras, embora a ausência materna lhe ouvesse transformado em um menino gorducho diferente dos outros, tão diferente que só tinha por amigo verdadeiro uma menina de dez anos que agora tinha posto em dúvida a lealdade de sua amizade, quando se negou a passar a cola da prova.
- Nem quero conversa-disse ele.
-Ah Dan.Você precisa entender que eu fiz isso para o seu bem.
-bem???????corta essa guria.Eu não tou nem aí pra você.Se liga meu.Eu só queria dá uma conferidinha pra ver se você não tinha errado nada.
-Modestia a parte D-a-n-i-e-l, você sabe que eu não ia errar nada nessa prova, e que muito menos eu iria precisar de uma conferidinha sua.Você é ridículo! quando não tem o que dizer distorce a história.Agora sou eu que digo que não tou nem aí pra você.
-Ótimo- disse ele.Então corta aqui.E fez um sinal unindo os dedos indicadores, típico dessa idade.Se ela cortasse seria o fim da amizade.
-Não acredito que está fazendo esse sinal ridículo.Eduarda adorava essa palavra:ridículo.
- Não vou cortar nada.
- mesmo assim não precisa falar comigo E-d-u-a-r-d-a.
Era bastante comun serem chamados apenas de Dan e Duda,tanto pelos outros como entre si.Quando eram chamados pelo nome ao invés do apelido era porque a coisa tava feia.
-
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Há 17 horas
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