O documentário tenta mostrar o quanto de poder e influência as corporações têm nesse mundo tão globalizado, que nos últimos 150 anos literalmente manipularam o poder do estado, criaram novas formas de escravidão e aceleraram o processo de aquecimento global, pondo em risco o futuro da vida na terra.
É certo que o capitalismo é mais velho que a revolução industrial, mas é somente a partir dela que a ideologia do capital ganha real força. Nesse sentido o estado sempre funcionou de apoio para as classes burguesas, já que, aparece como realização do interesse geral, sendo na verdade o interesse da parte mais poderosa ganhando outra face.
Mais de um século depois da primeira revolução industrial, aqui no Brasil, ainda se utilizava mão de obra escrava. O fim disso só se deu com os interesses capitalistas da Inglaterra. Mas aqui, a idéia que se tinha era de que uma princesa de alma caridosa assinou a lei que iria proporcionar liberdade a uma considerada fatia da população. Se tomarmos a Inglaterra por uma corporação, é possível perceber que mais de um século depois a técnica de transformar um interesse particular em geral só se aperfeiçoou. Do desdobramento disso, temos esse capitalismo selvagem, que apela aos meios midiáticos diversos, que cria novas formas de escravidão, não só aquela do trabalho semi-escravo, praticamente não remunerado, mas a escravidão psicológica que transforma as pessoas em máquinas de consumo.
O sistema capitalista é capaz de diversas facetas nessa corrida imperialista. Como se não bastasse a exploração das massas, busca também a exploração em demasia do meio ambiente. A grande questão é que o déficit ambiental é irreversível. E o mais curioso é que as corporações pouco têm se interessado na questão ambiental, ou fazem o jogo do “faz de conta”, usando a aparente preocupação com o ambiente como uma função estratégica. Interessadas apenas em vender, as corporações são capazes de lançarem um produto no mercado, mesmo que este ofereça risco à saúde. E o caso se explica junto ao aumento do número de pessoas que estão desenvolvendo nódulos cancerígenos.
Apesar de o documentário ser finalizado com uma visão otimista no que se refere, a possibilidade de reverter os danos da exploração ambiental, ou pelo menos reduzir ao máximo, acreditando na força do povo unido, é muito difícil que isso aconteça, pois a principal potência capitalista, apesar da crise, os Estados Unidos, até hoje se recusaram a assinar o protocolo de kyoto.
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